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Coto

As características do coto são fundamentais para o sucesso do encaixe protético (Friedmann, 1994; May, 1993; Schoppen, 2003). O desconforto e a dor resultantes dos problemas de coto nomeadamente as cicatrizes cutâneas invaginadas ou aderentes, pele friável sob zonas de pressão, excesso ou deficiência de tecidos moles ou comprimento de coto inadequado, podem ser corrigidos sem recurso a outra intervenção cirúrgica. Os novos materiais de interface e protecção do coto de amputação, actualmente disponíveis, ao permitirem uma melhor distribuição das pressões sobre zonas fragilizadas, como sejam as zonas de pele enxertadas e/ou de retalho livre com diminuição da consistência e sensibilidade, facilitam uma deambulação eficaz e um pouco de gasto energético. O TEC, as meias em gel de silicone e mais recentemente o alpha locking liner (Alpha-Liner), são sistemas de interface, de contacto total confeccionados em gel de poliuretano, polímero viscoelástico e gel com óleo mineral respectivamente, permitem a absorção das energias de impacto e torsão, distribuindo as pressões de uma maneira uniforme. Estes materiais dada a sua natureza viscosa, sofrem deformação em resposta às forças de impacto e tracção pela sua elasticidade, regressam à forma inicial quando a força deformadora desaparece (Duro & Festas, 2000).

Coto

De acordo com o mesmo autor, paralelamente à melhor qualidade dos encaixes, os novos materiais de interface têm surgido e evoluído progressivamente, com resultados muito positivos, permitindo a protetização mais ou menos precoce com boa aceitabilidade e grau de satisfação de uso das próteses pelos pacientes.