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Reabilitação Pós-protetização

A reabilitação pós-protética é classificada como a última etapa do tratamento de um amputado. Ela será responsável pela independência, pelo sucesso de marcha e pela reintegração social do nosso paciente, com a prótese. Defeitos e vícios de marcha adoptados durante essa fase dificilmente serão corrigidos posteriormente. Portanto, qualquer paciente independente do nível de amputação, deverá ser devidamente treinado e orientado.

No tratamento nesta etapa, devemos realizar uma rígida avaliação da prótese em relação aos componentes, alinhamento, acabamento, peso, altura, locais para alívio, descarga de peso e sistema de suspensão. Qualquer observação relatada, pelo paciente deve ser verificada. É muito importante o conforto e ajuste da prótese para o início do tratamento. Alterações nos itens citados acima podem comprometer e dificultar a reabilitação (Carvalho, 2001). O tratamento deve ser realizado num local amplo, reservado, claro e limpo, dotado no mínimo por barras paralelas, espelhos, balanças, escadas e rampa. Nessa fase, vamos estabelecer um programa de treino em várias etapas:

  1. Avaliação protética;
  2. Colocação e retirada da prótese;
  3. Transferências da posição sentada para a de pé e vice-versa;
  4. Equilíbrio e transferência de peso;
  5. Fases de marcha isoladas;
  6. Marcha e dissociação de cinturas;
  7. Marcha em escadas, rampas e terrenos acidentados;
  8. Actividades desportivas e reacreacionais.

AMPUTAÇÃO TRANSTIBIAL

Os amputados transtibiais devem ser orientados a utilizar uma meia sobre o membro, colocar o encaixe interno em polifórmio e realizar a colocação do conjunto coto/meia/polifórmio dentro do encaixe rígido. O paciente deve realizar uma semiflexão do joelho na colocação de uma flexão para realizar a retirada da prótese. Devem ser colocados sobre o coto uma meia de algodão, o encaixe flexível. Finalmente, o conjunto deve ser introduzido dentro do encaixe rígido (Carvalho, 2001). De acordo com o mesmo autor, deve ser dada atenção para que o coto realmente esteja colocado correctamente dentro do encaixe. Se houver uma atrofia, podemos orientar a colocação de mais algumas meias, podendo ser colocadas na tuberosidade e crista da tíbia. Na cabeça do perónio e nos côndilos tibiais. Nesse caso, devemos encaminhar o paciente para uma casa ortopédica, para ser realizado um ajuste no encaixe flexível ou troca de cartucho.

DESARTICULAÇÃO DE JOELHO

Uma grande vantagem desse nível em relação à amputação transfemoral diz respeito à facilidade de colocação na posição sentada. Inicia-se com uma meia de algodão sobre o coto, a colocação do encaixe flexível em polifórmio, outra meia sobre o encaixe rígido. O paciente quando se encontra na posição bípede deve sentir descarga distal e uma pressão lateral acima dos côndilos femorais. Para os casos de atrofia podemos recorrer à utilização de meias ou de um ajuste no encaixe flexível. O coto não deve sair com o encaixe flexível dentro do encaixe laminado (Carvalho, 2001).

AMPUTAÇÃO TRANSFEMORAL

Nas amputações transfemorais, o contacto entre o coto e encaixe é directo, sem uso de meias e encaixes flexíveis em polifórmio. O coto deve entrar com pressão dentro do encaixe por se tratar de um sistema de suspensão a vácuo. Para que essa colocação seja adequada, devemos utilizar ema malha tubular, uma faixa elástica ou um dispositivo do tipo “sacola” (Carvalho, 2001).

O mesmo autor afirma ainda que, para a colocação com a faixa, o paciente deve realizar um enfaixamento com pressão uniforme de proximal para distal fazendo com que a extremidade da faixa passe por dentro do encaixe e do tubo da válvula de sucção. Em pé, ele deve ao mesmo tempo descarregar o peso do corpo para dentro do encaixe e ir puxando a faixa ou a malha tubular para fora, até que saia por inteiro e que o coto tenha um contacto distal.