Amputação.com

Informações sobre a amputação.

Deseja receber informações sobre amputação por email? Subscreva a nossa newsletter.

Reabilitação Pré-protetização

Segundo Carvalho (2001) o objectivo final traçado num programa de reabilitação pré-protetização consiste em proporcionar ao paciente amputado:

  1. Habilidades para a realização de todas as actividades possíveis sem o uso de prótese;
  2. Preparar o coto de amputação para que possa ser protetizado;
  3. Desenvolver programas de alongamento, fortalecimento, propriocepção, equilíbrio e coordenação visando a uma deambulação independente futura.

Entretanto, durante essa fase de tratamento, podemos encontrar algumas intercorrências, tais como problemas cicatriciais, neuromas, edemas, dores fantasmas, deformidades e contracturas, as quais terão ser sanadas com técnicas específicas.

CICATRIZAÇÃO

Eventuais pontos de deiscências devem ser examinados para verificar se não são causados por processos isquémicos, infecciosos ou por corpos estranhos. Se forem e o próprio organismo não conseguir expelir, uma limpeza cirúrgica será indicada. Deve-se ensinar o paciente a massajar, esta deve ser realizada acima e abaixo da incisão, tendo o cuidado em não cruzá-la para evitar deiscência. Após a total cicatrização, o paciente deve mobilizar a cicatriz e realizar massagem de fricção principalmente quando houver aderências. Nas cicatrizes com aderências ou retracções, devemos intervir utilizando, massoterapia, electroterapia e hidroterapia (Carvalho, 2001).

NEUROMAS

Os neuromas, quando superficiais, são facilmente estimulados e acabam desencadeados sinais dolorosos aos pacientes. Geralmente encontra-se nas regiões distais do membro e impossibilitam, muitas vezes, o contacto ou a descarga terminal do coto no encaixe protético. O tratamento cirúrgico é indicado quando outras técnicas convencionais não apresentam bons resultados. As técnicas de dessensibilização utilizadas durante o tratamento fisioterápico são, a massoterapia, a electroterapia, a hidroterapia e a percussão (Carvalho, 2001).

EDEMA

Definido como aumento anormal do volume de um membro, está presente em todos os pacientes ainda não-protetizados. O coto edemaciado impossibilita a confecção de um encaixe protético ou torna a sua vida útil deste curtíssima, não sendo viável nem para o paciente, nem para o protetista. A redução do edema resulta numa melhor forma do coto. As técnicas utilizadas para a redução do edema são, orientação postural, hidroterapia, massoterapia, cinesioterapia, electroterapia, meias compressivas e enfaixamento. Nas amputações transtibiais, a faixa poderá envolver todo o coto e também a região distal da coxa, deixando a rótula e o movimento de flexão do joelho livres, evitando assim, que a faixa elástica desça. Nas amputações para desarticulação do joelho e transfemorais, ela deve, além de envolver todo o coto, passar pela cintura acima da crista ilíaca. O enfaixamento, além de diminuir o edema, previne a estase venosa, ajuda a modelagem do coto, protege a pele de traumas e diminui o desconforto causado pelos neuromas, pela dor e pela sensação fantasma (Carvalho, 2001).

DEFORMIDADES E CONTRACTURAS

As deformidades e as contracturas estão presentes em grande número de pacientes e muitas vezes acabam comprometendo a protetização e dificultando a reabilitação pós-protética. A manutenção da ADM das principais articulações envolvidas na marcha é importante para o sucesso da reabilitação. O tratamento composto por orientação postural e cinesioterapia deve ser encorajado a todos os pacientes o mais cedo possível.