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Amputações Vasculares

As amputações em pacientes com obstrução arterial (associados ou não à Diabetes mellitus) representam a maior percentagem (cerca de 75%) das amputações dos MIs, sendo representada mais frequentemente pela população com idade superior a 50 anos (Carvalho, 2001; Mimoso, 2001; Schoppen et al, 2001).

Segundo Eskelinen, et al (2004), no ano 2000, a incidência de AMI era de 154 por cada milhão de habitantes na Finlândia, sendo a principal razão a isquémia crónica (71,8%) enquanto que a isquémia aguda provocava 16,5% dos casos. Após 1 ano, somente, 48% dos pacientes continuavam vivos.

A cirurgia nestes casos está associada a uma alta taxa de mortalidade operatória, baixos índices de reabilitação e altas taxas de mortalidade tardia, assim como a perda do membro contra-lateral (Buzato et al, 2001; Kiss et al, 2001; Leite, et al, 2001; Raviola et al, 1988; Tunis et al, 1991).

Para Horta (1997), os factores de risco de amputação de causa vascular são: tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, sedentarismo, hipermicemia, hiperlipidemia, excesso de peso, antecedentes familiares, stress. Os níveis de amputação mais frequentes nesta causa são o pé e o transfemural (Maître, 1996; O’ Sullivan, 1993). E apenas 24% de todos os indivíduos amputados por esta causa são protetisáveis. (Maître, 1996)

Estes pacientes apresentam como característica uma menor capacidade de cicatrização dos tecidos devido a menor irrigação, o que representa um problema para toda a equipa de reabilitação e cirurgião (Menezes, 2001).