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Amputados bilaterais

As amputações bilaterais dos membros inferiores geralmente estão associadas às patologias vasculares, neuropáticas e traumáticas e ocorrem nos níveis transtibiais e transfemorais.

Entretanto, podem atingir outros níveis, tais como as amputações parciais do pé e do tornozelo e as desarticulações do joelho e anca. Na avaliação desses amputados, é importante colher dados, tais como a etiologia, os níveis, a locomoção actual e o período em que ocorreu a amputação. Em geral, o membro dominante numa amputação bilateral é aquele que apresenta um nível mais distal ou o primeiro membro protetizado, tratando-se de amputações do mesmo nível.

Os pacientes com amputações transtibiais geralmente locomovem-se ajoelhados, quando não em cadeira de rodas. Este método de locomoção apresenta uma grande desvantagem um elevado grau de encurtamento dos isquiotibiais, favorecendo as deformidades em flexão, as quais prolongam o período de tratamento pré-protetização podem dificultar a protetização.

Esses pacientes apresentam no tratamento pós-protetização distúrbios de equilíbrio e coordenação, os quais serão sanados com a reabilitação. Para os mais debilitados, componentes com maior grau de segurança devem ser inclinados, como, por exemplo, joelhos autofreio, com trava e pés articulados (Carvalho, 2001).