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Amputados Transfemorais vs Transtibiais

O objectivo principal na protetização de um AMI é facultar ao paciente uma integração social apropriada, com deambulação eficaz, sem queixas e com o mínimo de esforço e gasto mais vasto. Para facilitar isto, quanto mais distal for o nível da amputação maior é o grau de funcionalidade (Duro & Festas, 2000; Gauthier-Gagnon et al., 1999). Segundo May (1993), os pacientes com amputação unilateral abaixo do joelho, independentemente da idade, têm mais probabilidades de se tornarem usuários protéticos funcionais que os pacientes com amputações acima do joelho. Por outro lado, para os amputados transtibiais que usam membros protéticos, pode, com o passar do tempo, ocorrer mudanças no ajuste do copo protético. Esta mudança pode ter efeitos nefastos semanas depois ou até no próprio dia. Um pobre ajuste desse copo pode induzir ao desgaste e/ou instabilidade durante a marcha (Hoaglund et al., 1983 citado por Sanders et al., 2004). Os amputados transfemorais têm uma fase de balanço do membro protético mais prolongada, condicionando por isso toda a velocidade da deambulação (Boonstra, et al., 1996).

Nas amputações do MI, a preservação da articulação do joelho constitui uma mais valia para a funcionalidade e QV do paciente. De acordo com um estudo efectuado por Kegel, et al. (1978), os amputados transtibiais eram muito mais independentes que os amputados transfemorais ou bilaterais. Em função disto as técnicas cirúrgicas, amputação e reconstrução, têm evoluído num sentido de maior preservação possível articular e reconstrução de partes moles, visando a protetização (Duro & Festas, 2000). Para um aumento da funcionalidade e um menor gasto de energia durante a deambulação para todos os amputados, houve uma tendência na indústria protética para encorajar o uso de próteses leves. Esta circunstância levou a um aperfeiçoamento cada vez mais evidente da prótese, e nos dias de hoje o peso da prótese é aproximadamente 1/3 do peso do membro intacto, mesmo com a adição de uma unidade de joelho hidráulico. Isto significa que o uso desta prótese é benéfico para um amputado transfemoral (Meikle et al, 2003.)

De acordo com o mesmo autor estas próteses não trazem quaisquer benefícios para um amputado mais jovem. Isto pode ser explicado pela cinética de propulsão durante a marcha.